4 de setembro de 2026
Alergia de Contato na Pele: Irritativa vs Alérgica
Descubra como diferenciar dermatite de contato irritativa da alérgica, as substâncias mais comuns e por que é essencial buscar diagnóstico médico.
Ler maisEntenda o que é hidradenite supurativa, seus sintomas e as opções de tratamento disponíveis. Leia o artigo e saiba como controlar essa doença crônica.
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O que é hidradenite supurativa e qual tratamento?
A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica da pele que afeta folículos pilosos (os poros dos quais crescem os pelos) em regiões com dobras cutâneas, como axilas, virilhas e glúteos. O tratamento varia conforme a gravidade e inclui desde antibióticos e medicamentos orais até cirurgia e imunobiológicos.
A hidradenite supurativa é uma condição inflamatória crônica que compromete folículos pilosos em áreas de atrito e calor. Esses folículos se obstruem, inflamam e formam nódulos dolorosos (caroços profundos), abscessos (coleções de pus) e, com o tempo, trajetos fistulosos (canais que se formam sob a pele conectando lesões). A doença não é causada por falta de higiene nem é contagiosa. Sua origem envolve fatores genéticos, imunológicos e hormonais ainda em investigação ativa pela comunidade dermatológica.
Os sinais mais característicos da hidradenite supurativa são:
Nódulos dolorosos recorrentes em axilas, virilhas, região perianal ou sob os seios
Abscessos que drenam secreção purulenta ou sanguinolenta
Cicatrizes endurecidas após a resolução das lesões
Fístulas, os canais subcutâneos que interligam lesões diferentes
A dor costuma ser desproporcional ao tamanho das lesões e pode interferir no trabalho, no sono e nas atividades físicas. A recorrência frequente das lesões no mesmo local é um dos sinais que diferencia a hidradenite supurativa de infecções comuns de pele.
O diagnóstico da hidradenite supurativa é clínico, feito pelo dermatologista com base no histórico e no exame das lesões. Não existe exame de sangue ou imagem específico para confirmar a doença. O atraso médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico correto ultrapassa seis anos em muitos casos documentados na literatura médica, em grande parte porque as lesões são frequentemente confundidas com furúnculos comuns ou infecções bacterianas isoladas. O reconhecimento precoce muda o prognóstico: o tratamento iniciado nas fases iniciais reduz a formação de cicatrizes e trajetos fistulosos.
O tratamento da hidradenite supurativa é individualizado e depende da gravidade da doença, classificada em estágios (escala de Hurley, que vai de I a III, do mais leve ao mais grave). As opções incluem:
Antibióticos tópicos e orais: usados para controlar a inflamação bacteriana local e reduzir surtos
Retinoides e antiandrogênios: medicamentos orais que atuam sobre fatores hormonais ligados à doença, indicados em perfis específicos
Imunobiológicos: medicamentos injetáveis que modulam o sistema imunológico; o adalimumabe tem aprovação da Anvisa para hidradenite supurativa moderada a grave e é a opção com maior nível de evidência científica disponível hoje para casos avançados
Procedimentos cirúrgicos: remoção de trajetos fistulosos e áreas afetadas; indicados quando as lesões não respondem ao tratamento clínico
Laser de dióxido de carbono: usado em alguns centros para destruição de trajetos e controle de lesões recorrentes; a indicação e os resultados dependem da avaliação individual
Nenhuma opção elimina a possibilidade de novos surtos. O objetivo do tratamento é reduzir a frequência e a intensidade das crises, prevenir progressão e preservar a qualidade de vida.
Alguns fatores são associados a maior frequência de surtos ou agravamento das lesões. O tabagismo e o excesso de peso são os mais documentados: o tecido adiposo (gordura corporal) produz substâncias inflamatórias que podem amplificar a resposta da doença, e a nicotina altera a queratinização (o processo de renovação das células do folículo piloso). A fricção repetida da pele, roupas sintéticas e o calor também podem precipitar novas lesões em pessoas com predisposição. O manejo desses fatores faz parte do plano terapêutico, mas não substitui o tratamento médico.
A hidradenite supurativa é uma doença crônica, sem cura conhecida até o momento. O tratamento adequado pode levar a períodos longos sem lesões ativas e reduzir significativamente o impacto na rotina. O acompanhamento contínuo com dermatologista é necessário mesmo nas fases de remissão.
Pode. As lesões iniciais se parecem com nódulos comuns, o que frequentemente atrasa o diagnóstico. O que diferencia a hidradenite supurativa é a recorrência no mesmo local, o acometimento de áreas de dobra e a formação de cicatrizes ou trajetos sob a pele ao longo do tempo.
A incorporação de medicamentos imunobiológicos para hidradenite supurativa no Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido objeto de avaliação pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). A disponibilidade e os critérios de acesso devem ser verificados diretamente nas unidades de saúde ou com o dermatologista assistente, pois as diretrizes são atualizadas periodicamente.
Alguns pacientes relatam piora com alimentos de alto índice glicêmico e laticínios, mas as evidências científicas sobre dieta e hidradenite supurativa ainda são limitadas e não permitem recomendações universais. Qualquer ajuste alimentar deve ser discutido com o médico responsável pelo acompanhamento.
Se você apresenta nódulos dolorosos recorrentes nas axilas, virilhas ou outras áreas de dobra, especialmente com histórico de lesões que drenam e deixam cicatrizes, a avaliação dermatológica está indicada. O diagnóstico precoce amplia as opções de tratamento disponíveis.
Se você identificou sintomas compatíveis com hidradenite supurativa ou tem dúvidas sobre lesões recorrentes na pele, agende uma consulta com um dos dermatologistas da clínica para avaliação individualizada.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Diagnóstico, prescrição e conduta terapêutica dependem de avaliação presencial com profissional habilitado.
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